domingo, 21 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Pergunta da semana:
- E agora? O que eu devo fazer?
Preciso comprar um guarda-chuva amarelo. Não é nem o dia, nem a semana que ficaram cinzas, mas de repente a vida ficou cinza.
Sem brilho.
Metálica.
Preciso comprar um guarda-chuva amarelo. Não é nem o dia, nem a semana que ficaram cinzas, mas de repente a vida ficou cinza.
Sem brilho.
Metálica.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
[confissão-DE-DOMINGO-entre-linhas]
Domingo-estação-Metrô-Jabaquara-atraso-de-uma-hora-aproximadamente-com-direito-à-estudos-sobre-técnicas-de-desenho-do-corpo-humano-parte-selecionada:-rosto-.-Observa-se-pessoas-e-gestos-saudades-esperas-beijos:-na-testa-no-nariz-nas-bocas-de-quem-tanto-pronunciavam-a-palavra-saudade-e-finalemente-conseguiram-matá-la-Caminhadas-num-lugar-que-não-parece-o-esperado-lindo-seu-jardim-vontade-incontrolável-de-perder-se-naquele-lugar-Conversa-francesa-no-elevador-com-sorriso-solto-ao-ver-a-foto-do-senhor-Hermeto-Pascoal-nas-paredes-roxas-aspirando-a-singela-simpatia-de-seus-olhos-armações-de-óculos-pesadas-e-pura-música-Sonhando-de-olhos-abertos-concluí-o-quanto-gosto-de-fotografia-o-que-estou-fazendo-da-vida-não-parece-definido-por-hora-e-tudo-me-fascina-desde-pessoas-cheiros-gostos-e-sons-Fui-arrastada-de-um-canto-para-outro-Não-adianta-arte-contemporânea-acaba-comigo-naquele-sentido-de-realmente-me-perder-não-pensar-em-mais-nada-Me-perder-das-pessoas-Foi-mútua-a-conclusão-de-que-sempre-complicamos-as-coisas-simples-e-gostosas-da-vida-assim-como-foi-esquisito-ver-no-reflexo-do-vidro-uma-santa:-eu.
sábado, 13 de setembro de 2008
"O amor existe acima da cintura, o desejo, abaixo. O amor é lírico. O desejo é obsceno."
Esqueci de onde veio. Mas faz um sentido prático.
Porém nem todo lírico satisfaz e nem toda obscenidade é ruim.
"O amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa".
Certamente que sim.
Se a obscenidade faz bem, não dá problemas recorrentes, não causa mágoas e dá sorrisos instantâneos, porque não ser adepto dela?
Obrigada ao Sr. Nelson Rodrigues.
Ainda quero um vestido de noiva. Mas sem noivos...
Esqueci de onde veio. Mas faz um sentido prático.
Porém nem todo lírico satisfaz e nem toda obscenidade é ruim.
"O amor é uma flor roxa que nasce no coração do trouxa".
Certamente que sim.
Se a obscenidade faz bem, não dá problemas recorrentes, não causa mágoas e dá sorrisos instantâneos, porque não ser adepto dela?
Obrigada ao Sr. Nelson Rodrigues.
Ainda quero um vestido de noiva. Mas sem noivos...
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Aniversei
Parabéns para mim. Muitos anos de vida. Que a sua/minha vida seja repleta de momentos felizes, de pessoas que não sejam imbecis, de caminhadas "bossanova" na praia, sessões de cinema, aulas de filosofia, estantes abarrotadas de partituras, cordas novas, viagens e amigos na europa, muitos cafés com bolo de laranja, amigos por perto, casa com plantas, paredes vermelhas, perfumes, tintas, sapatos coloridos, Fredericos-Julies-Lucys-Roxies, músicas antigas-novas, discos de vinil, estantes com livros não lidos, alguns sabores de chá, abraços, silêncios e olhares de cumplicidade.[e com mais festas de bicão, mas o bolo realmente estava bem doce]
Desejo tudo isso à você, queridinha. Obrigada por ter me acompanhado esse tempo todo.
Que doce.
sábado, 30 de agosto de 2008
Menos, menos - Histórias da Drieli - Parte I
Depois da minha aparição pela primeira vez, aqui, na Terra, do meu trauma pós-parto, eu fico tentando entender que tipo de criança eu fui.
Na realidade, até uns 9/10 anos de idade eu fui uma criança bem sozinha. A minha vida se resumia a criar roupas, móveis, disposições, cortes (para bonecas), colocar minha cachorrinha dentro da minha casa de bonecas, na cama da boneca e dizer "olha, ela cabe!".
Brincar de cozinheira na cozinha e destruir grãos de arroz, feijão e ervilha seca.
Brincar de médica e deixar a minha boneca com o corpo verde de tantas aplicações diárias de injeções.
Vestir as roupas e sapatos da minha bizavó.
Jogar os perfumes do meu pai e da minha mãe na privada e substituir por água com detergente.
Fazer uma pequena "arte" no azulejo com Merthiolate.
Brincar com as louças de trocentos anos da minha biza e fazer com que ela participasse do "chá".
Correr da minha mãe quando ela começava a cantar "Doce Vampiro" da Rita Lee.
Brigar com a biza para assistir Jaspion.
Fazer minha avó ficar até de madrugada comigo assistindo filmes de terror.
Dormir com uma ursa centenária no pescoço com medo do Drácula vir me pegar a noite (a estratégia era: eu colocava o urso no cangote, quando ele viesse me morder, eu ia sentir o urso saindo, aí ia gritar e acordar minha avó e ela iria bater nele).
Ficar olhando para a porta do quarto imaginando que qualquer hora ia sair um monstro feio de lá só para me assustar.
Escorregar nos cuspes da minha biza que ela achava que ninguém via.
Fingir na escola que estava passando mal só para voltar para casa e brincar.
Aprender a cantar as músicas do Queen.
Ser sempre a bruxa da brincadeira.
Chorar por ter que sair do Ballet.
Fazer minha própria maquiagem nas festas de Halloween do inglês - algumas delas consistiam em farinha e creme.
Colocar fogo na sala por achar que a lareira da Barbie tinha que ser de verdade.
Sempre acompanhar a Avó.
Esperar a mãe chegar do trabalho.
Assistir TV Cultura.
Achar que ia ser alguma coisa quando crescesse.
Brincar de cantar bem - mas, acho que no final das contas meu forte era mesmo ser "Atora".
Claro, neste meio tempo, quando arrumei meus amigos de rua, promovia exposições de desenhos colados no barbante, festas temáticas, peças de teatro que eu dirigia/atuava, danças e puladas de elástico.
E foi assim...
Na realidade, até uns 9/10 anos de idade eu fui uma criança bem sozinha. A minha vida se resumia a criar roupas, móveis, disposições, cortes (para bonecas), colocar minha cachorrinha dentro da minha casa de bonecas, na cama da boneca e dizer "olha, ela cabe!".
Brincar de cozinheira na cozinha e destruir grãos de arroz, feijão e ervilha seca.
Brincar de médica e deixar a minha boneca com o corpo verde de tantas aplicações diárias de injeções.
Vestir as roupas e sapatos da minha bizavó.
Jogar os perfumes do meu pai e da minha mãe na privada e substituir por água com detergente.
Fazer uma pequena "arte" no azulejo com Merthiolate.
Brincar com as louças de trocentos anos da minha biza e fazer com que ela participasse do "chá".
Correr da minha mãe quando ela começava a cantar "Doce Vampiro" da Rita Lee.
Brigar com a biza para assistir Jaspion.
Fazer minha avó ficar até de madrugada comigo assistindo filmes de terror.
Dormir com uma ursa centenária no pescoço com medo do Drácula vir me pegar a noite (a estratégia era: eu colocava o urso no cangote, quando ele viesse me morder, eu ia sentir o urso saindo, aí ia gritar e acordar minha avó e ela iria bater nele).
Ficar olhando para a porta do quarto imaginando que qualquer hora ia sair um monstro feio de lá só para me assustar.
Escorregar nos cuspes da minha biza que ela achava que ninguém via.
Fingir na escola que estava passando mal só para voltar para casa e brincar.
Aprender a cantar as músicas do Queen.
Ser sempre a bruxa da brincadeira.
Chorar por ter que sair do Ballet.
Fazer minha própria maquiagem nas festas de Halloween do inglês - algumas delas consistiam em farinha e creme.
Colocar fogo na sala por achar que a lareira da Barbie tinha que ser de verdade.
Sempre acompanhar a Avó.
Esperar a mãe chegar do trabalho.
Assistir TV Cultura.
Achar que ia ser alguma coisa quando crescesse.
Brincar de cantar bem - mas, acho que no final das contas meu forte era mesmo ser "Atora".
Claro, neste meio tempo, quando arrumei meus amigos de rua, promovia exposições de desenhos colados no barbante, festas temáticas, peças de teatro que eu dirigia/atuava, danças e puladas de elástico.
E foi assim...
Assinar:
Postagens (Atom)